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quarta-feira, 1 de abril de 2020

Tempos áureos do urbano de Fortaleza

Estimado leitor, em qualquer que seja o momento da história, desde os mais tranquilos até os mais delicados, sempre existirão aqueles que fazem questão de relembrar e transmitir os casos que aconteceram. O que de certo modo é bem visto, principalmente pelos busólogos e admiradores, pois remete à nostalgia.

Quem não se lembra, por exemplo, dos tempos áureos do transporte urbano de Fortaleza, que começou a alavancar na década de 1970, e teve seus avanços mais importantes a partir dos anos 90, onde o cenário das empresas era ímpar, comparado a qualquer outro momento.


Para algumas, a situação de conforto era muito maior que nos anos 80, já para outras, a coisa já estava se encaminhando para o caos administrativo e econômico.

Traduzindo os anos 90 e 2000 em comparação ao atual, muitas empresas estariam com a frota mais nova. A Viação Fortaleza estaria vendendo seus veículos de 2014, ficando com a frota quase toda climatizada.


A Maraponga, nem se fala. Estaria vendendo seus carros 2015 à Cearense, e sendo a primeira do sistema a ter frota 100% climatizada. Teria substituído os mais de 70 ônibus que atualmente ainda rodam de 2011 a 2015. Talvez, somente, o articulado ainda rodasse, já que a vida útil deste modelo é maior na maioria das empresas.


A Vega já teria se ''desfeito'' de todos os seus ônibus acima de 8 anos assim como a São José. Imagine que hoje não rodariam os carros de 2008, 2009, 2010, 2011 e, talvez, apenas parte dos 2012.



Dos tempos áureos, trazendo-se para hoje as mesmas políticas das empresas, mesma demanda por veículo, estrutura fiscal e econômica, muitas empresas hoje teriam uma melhor manutenção, carros mais bem cuidados. O que não valeria a pena trazer, dependendo do ponto de vista, seria a concorrência entre elas nas mesmas linhas.

Os passageiros tinham mais opções, contudo, existiam mais disputas por demanda e isso trazia consigo, também, mais irresponsabilidade dos condutores, mais custo com combustível e mais acidentes que hoje.

A variedade de pinturas dos anos 90 também marcou os tempos áureos, mas não tanto como nas décadas de 1960 a 1980. Cada empresa tinha sua própria identidade, ainda que fosse uma pintura simples e parecida com outra empresa, como os ônibus brancos com "saias pintadas unicolor" da CTC que pareciam com os da Angelim, Autoviária São Vicente de Paulo, apenas uma faixa amarela fina como diferença entre ambas. Bons Amigos, e outras também adotaram os veículos brancos com uma faixa inferior de uma cor, sem figuras e logotipos.



Cada empresa, nos tempos áureos, compravam o modelo que quisesse, sem pensar em sua logística de reposição de peças. A margem era tão grande que a administração dos custos era coisa para gente "miserável", miseráveis estes que foram os únicos que passaram pelos "tempos áureos" e permanecem até hoje.


Fato é que um dos principais motivos de muitas das concessionárias antigas não estarem hoje no sistema urbano foi a falta de uma gestão com visão macro do ambiente econômico externo e político, que preparou muitos empresários para um negócio que tendia a diminuir suas margens, mas que lhes manteriam no mercado por mais tempo.

Quanto mais buscas crescer, mais solidez você conquista. Quanto maior, mais poder, seja de barganha, influência política ou outros. A pouca ganância, muitas vezes, colabora para uma vida curta da companhia. É preciso sempre continuar crescendo. Em Fortaleza, viu-se pequenas empresas se tornarem grandes, décadas depois, sem precisar se aliarem a holdings poderosas, como a Maraponga e Santa Cecília. Elas simplesmente se alinharam, o que faz muita diferença.


Já outras, que eram grandes nos tempos áureos, sequer chegaram a metade dos anos 2000, sendo vendidas aos pedaços para pequenas empresas com até menos tempo de existência que elas.


O que parece é que hoje, para as empresas, a coisa piorou, enquanto para os passageiros, o transporte apresentou melhoras significantes. E para você, busólogo, qual é a sua opinião?


Fonte: MOB Ceará
Redação: Narcisio Santos

15 comentários:

  1. Tenho saudades dos monoblocos da Montenegro, tempos bons!!!

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  2. Eu achava incrível os Marcopolo sanreno da São José de Ribamar

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  3. Transporte coletivo sempre esteve um passo atrás em relação ao desenvolvimento da metrópole Fortaleza, só chegou a se aproximar dos parâmetros de equivalência nos primórdios dos anos 1990.Evidente que o Estado tem certa parcela de responsabilidade entretanto caberia as empresas da época saírem da zona de conforto e exigirem melhores condições para operarem além de manterem os investimentos no aprimoramento dos serviços para a população fortalezense. Quem sabe estaríamos em outro patamar.

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    1. as empresas são concessionárias. Não "exigem" nada. Elas tem regras a cumprir.

      O "Estado" (aqui no caso, a Prefeitura) é quem tem de zelar e regular o que pode e o que não pode para aprimorar o transporte. Porém, há muito (desde a primeira década do SIT-FOR) a PMF trocou índices que envolvessem qualidade por simplesmente, custo.

      O projeto integracional do SIT-FOR NÃO FOI cumprido. A prefeitura manteve proselitismos como "segurar valor da passagem" e "bilhete único" e vende essa demagogia como evolução do sistema. Isso é puramente eleitoreiro. Com um detalhe: em SP, para você ter aqueles articulados bonitos, carros PBC e motor traseiro... a Prefeitura SUBSIDIA a passagem. Aqui isso não aconteceria. A PMF vai alegar que não tem verba.

      O máximo que fez foi segurar a subida do ISS e retirar as taxas da ETUFOR. Óbvio que "segurar a passagem", mesmo com o custo subindo sempre, tem que ter uma contrapartida. E a contrapartida é justamente "afrouxar" as regras. Sem obrigatoriedade de RETIRAR os mais velhos, a gente aguenta carros de 12 anos nas linhas sem chiar. Uma mão tem de lavar a outra.

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    2. Exatamente isso, concordo com tudo.

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  4. acho que devia ter mais concorrencia, pq agora é quase um monopólio e as empresas fazem o que querem.

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    1. é o preço que nós pagamos (não literalmente) para ter a "passagem mais barata do Nordeste". Não é o valor que faz o transporte ser caro ou barato. É o custo-benefício.

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  5. Para mim pelo menos em termos de conforto. Ficamos na mesma. Pois se nos anos 80 tivemos os confortáveis monoblocos e pesados. E nos anos 90 tivemos os pesados. Hoje temos o ar condicionado. Mas não temos o conforto dos pesados.

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  6. O modelo de concessão entrou em vigor no segundo semestre de 2012, até então era modelo de permissão e nos anos 1990 havia a chamada câmara de compensação (forma de subsídio) que a Prefeitura de Fortaleza não a seguiu como deveria e a evolucão do SIT-FOR empacou, bem como fechou várias empresas com longo histórico de serviços prestados. As empresas nunca engoliram a seco a questão da tarifa única e nisso conseguiram a isenção do ISS (Imposto Sobre Serviços) e até mesmo a extinção da CTC,este que veio como um "agrado".

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    1. Concordo, exceto atribuir a extinção da CTC como "agrado". Os problemas da CTC não foram "consequência" da relação com o Sindionibus, mas a Prefeitura perdeu um poder de barganha importante. Juraci (e seu filho) fizeram "o serviço" sem precisar da ajuda de ninguém.

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  7. E nem vou citar o ingresso de empresários na área da política. Fiquem à vontade para pesquisarem sobre o nosso transporte coletivo e entendam essa "evolução descompassada".

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  8. Evolucao com brt de mentira? 8 articulados? Carros com vidro basculante para o empresario tirar o ar quando for conveniente? Fortaleza merece MUITO mais!!

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  9. onde tem parata tem coisa ruim

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  10. Pessoal pra reclamar viu comprem um carro hora

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  11. Falando assim parece um empresario do transporte. Exigir onibus de qualidade nao e um absurdo, e sim achar que transporte individual resolve.

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