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sexta-feira, 16 de junho de 2017

O posicionamento das empresas metropolitanas em relação ao uso dos chassis leves

Nesta pesquisa, a Equipe MOB Ceará vai apresentar uma análise sobre os ônibus com chassis do tipo ''leve'' no sistema de transporte metropolitano de Fortaleza.

O chassi leve foi desenvolvido para aplicações onde a carga transportada junto do peso do veículo seja entre 12 e 15 toneladas. As empresas de ônibus adquirem os chassis desse porte para linhas onde a demanda é média, ou mesmo em linhas de longo percurso onde o tamanho reduzido da carroceria, ainda com 1 metro a menos que o padrão mais comum, seja compensado pelo ganho na economia de combustível que pode variar em até 1,0 Lt/Km em relação aos chassis semi pesados, dependendo da operação do condutor.

No sistema metropolitano, algumas empresas mudaram seu posicionamento em relação ao uso desses chassis, por preferirem transportar mais. Com as disciplinas ofertadas pelas concessionárias de chassis, os condutores conseguem operar os veículos da classe ''semi pesado'' de uma forma que consumam bem menos combustível, dando resultados iguais ou semelhantes aos dos leves na operação tradicional.

A empresa Vitória foi a primeira a retirar todos os leves do sistema metropolitano. A companhia sempre teve um baixo índice desse tipo de chassi em sua história. Em 2013, a mesma adquiriu 5 unidades do modelo Mercedes-Benz OF-1519 que rodaram até 2015 e foram transferidos para o sistema municipal de Caucaia. Hoje a frota da Empresa Vitória no metropolitano é constituída 100% por chassis semi pesado com motor de 4 e 6 cilindros.

A MS Turismo, devido a baixa demanda da linha 180-Barra do Ceará/Ceasa,  opera com 3 veículos leves e dois semi pesados, mas na linha efetivamente são escalados 2 leves e um semi pesado.


A Viação Penha fez apenas 3 aquisições de chassis leves para o sistema metropolitano, devido a forte concorrência na linha. Os veículos foram adquiridos para fins de economia de combustível durante os horários entre picos, onde em alguns deles, a demanda é mais razoável. A economia ganha nos momentos com menos movimentação compensa possíveis pequenas perdas nos horários de pico.


A São Benedito mantém apenas 16,6% da frota composta por chassis leves, mas ela obtém uma pequena vantagem: a carroceria dos seus ''cabritos'' oriundos de São Paulo mede alguns centímetros a mais que os veículos que foram fabricados para o Ceará. Com isso, a perda se limita apenas se os mesmos operarem nas linhas que trafegam por Eusébio, que registram maior movimento que as rotas metropolitanas que passam pela Br-116, como a 75-Pacajus via Horizonte, que sempre realiza as viagens com pouca gente em pé. Apesar dos veículos serem mais econômicos e terem uma carroceria maior que o comum para o segmento, a empresa deve retirar todos eles ainda neste ano, e deixar a frota 100% semi pesado.

A Empresa São Paulo, a mais antiga do Ceará com 89 anos de existência, possui em sua frota 11 veículos leves cadastrados, mas somente 7 fazem os percursos metropolitanos, adotando um posicionamento semelhante ao da Viação Penha.


A Fretcar reduziu a quantidade de veículos leves em sua frota desde o ano passado. A empresa inseriu 12 veículos semi pesados na frota de 43 carros e retirou 12 leves, ficando apenas com 14 carros da classe e transportando mais. A política de controle de custos da empresa resultou em uma maior eficiência dos ônibus semi pesado, dando resultados semelhantes aos da classe leve, tendenciando na redução de chassis menos potentes nas próximas aquisições.

Já o posicionamento da Viação Metropolitana é diferente das demais. A empresa possui ônibus do tipo midi e leve, que utilizam chassis leves. Acredita-se que a Via Metro obtenha uma economia de combustível maior que as demais, devido os veículos serem escalados em linhas com formato ''pinga-pinga'' ou com extensão longa, onde raras são as viagens em que os veículos atinjam a capacidade total. Apesar de ainda manter 11 leves e 5 midi (com chassis leves), a Via Metro também reduziu a quantidade desses modelos em sua frota ao longo dos últimos anos, com a operação do metrô e a adequação da frota a demanda atual.




''A leitura é uma necessidade biológica da espécie. Nenhum ecrã e nenhuma tecnologia conseguirão suprimir a necessidade de leitura tradicional.'' Humberto Eco

Fonte: MOB Ceará
Redação: Narcísio Santos

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