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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Etufor diz que lotação é culpa dos usuários que “fazem questão por embarcar nos veículos"

Na último, 6 de abril de 2011, o estudante de ciências sociais da Universidade Estadual do Ceará, Nathan Martins Camelo, entrou com uma representação por conta própria no Ministério Público do Ceará. Segundo Camelo, há uma falha no estatuto interno da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza que não obedece ao que está exposto no Código de Trânsito Brasileiro.

Resposta da Etufor 

Em carta enviada pela Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (ETUFOR) ao Núcleo de atuação especial de controle, fiscalização e acompanhamento de políticas do trânsito do Ministério Público do Ceará (NAETRAN), a empresa afirmou que “cumpre todas as normas e legislações pertinentes a este [Artigo 21 do Código de Trânsito Brasileiro, que proíbe que veículos transitem com capacidade de lotação acima da permitida pelo fabricante]”.

                A resposta direcionada ao autor da representação, o estudante Nathan Martins Camelo, a ETUFOR se justifica afirmando que o excesso de lotação nos coletivos acontece somente nos horários de manhã e de noite, alegando não ser somente em Fortaleza onde ocorrem essas infrações.

                No final da carta, a Etufor afirmou ser impossível fazer abordagem em todos os 1847 veículos e disse que “os próprios usuários fazem questão de embarcar nos veículos estejam eles lotados ou não, sendo opção deles esse embarque”.

Ela diz ainda que garante segurança e conforto ao transporte coletivo da capital 
  Para o estudante a resposta é uma total falta de respeito com a população, população essa que é geradora dos impostos que mantém a própria empresa em funcionamento. “Isso é um absurdo. Eu não estou interessado, acho que ninguém está, em saber se os transportes em outras cidades são assim ou assado, ela atua em Fortaleza e não me interessa as outras cidades, nem deveria interessar a ela [a ETUFOR]”, afirmou o aluno.

O estudante diz que a empresa se contradiz na carta, afirmando cumprir a lei, mas que a população não culpada de modo algum com o excesso de passageiros e se fortaleza.”Eu quero que todos entendam, que quando um coletivo ultrapassa sua capacidade, ele perde totalmente sua segurança, assim como um elevador que excede a carga. Não pode haver exceções na lei, ela quer que, nos horários de pico, os ônibus trafeguem de forma insegura sem que haja punições”, questionou Camelo.

Nathan pretende fazer com que, caso não acabe com o impasse na capital, levará o caso até que a empresa seja destituída, por improbidade administrativa e falta de cumprimento da lei.
                “O mais interessante é que a ETUFOR sabe pronunciar muito bem os dados de quantos ônibus transitam na cidade, isso é fácil. Quero ver ela me mostrar os números de quantos usuários andam nesses coletivos, por que só a partir daí saberemos se o tal dos 1.847 veículos são suficientes para suprir a necessidade da população. Podem dizer que tem 1 milhão de coletivos circulando, mas se não disserem a proporção veículo-usuário, isso não adianta em nada”, disse Camelo

Fonte: Jornal diadia
Foto: Reclame Fortaleza 

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