MOB conhece novos automáticos da Viação Princesa Conheça os dois hobbys que andam juntos: Busologia e Spotting Prefeito afirma vir articulados para corredor da Aguanambi Uma história exclusiva do Ciferal Jardineira Diversas fotos de ônibus antigos no MOB Relíquias. Clique nessa foto São Benedito oferece visita ao MOB Ceará

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Os primeiros Busscar: Lançamento dos El Buss e Jum Buss em 1990

A missão não era fácil. Depois do grande sucesso da Nielson com a linha Diplomata, havia chegado a hora de inovar.
Em 1990 a Busscar apresentava seus novos modelos de ônibus El Buss e Jum Buss. Acervo: Tadeu Carnevalli.
Em uma fase de reformulação total – a começar pela própria marca, onde o familiar nome Nielson abria espaço ao “globalizado” Busscar, a encarroçadora de Joinville apresentava no ano de 1990 seus novos ônibus rodoviários.
A apresentação dos rodoviários El Buss e Jum Buss foi um marco no design dos ônibus brasileiros. Enquanto o interior ainda apresentava vários traços do seu antecessor, o Diplomata, inclusive compartilhando algumas peças, o design exterior trouxe novas tendências que vieram influenciar o projeto de praticamente todos os modelos de carrocerias lançados no Brasil durante os anos 1990.
Os faróis dianteiros foram posicionados mais acima e não eram mais uma parte dos para-choques, evitando as frequentes quebras das vidros das lentes por causa de pedras ou pequenas batidas.
Na linha Jum Buss, o motorista tinha melhor posição para dirigir, ficando mais perto do solo e não mais tão alto quanto no antigo Diplomata 350. O rebaixamento da altura do posto do motorista foi uma tendência durante os anos 1990, até o surgimento dos modelos LD – Low Driver, com o motorista posicionado na cabine abaixo do salão de passageiros. No entanto, para os frotistas mais conservadores, foi mantido até o ano de 1993 o El Buss 360, rodoviário com a mesma altura do Jum Buss 360, mas com o posto de motorista em posição mais elevada e compatível com motorização dianteira.
No interior da primeira geração da Busscar era comum encontrar peças com a marca “Nielson”. Clique na imagem para ampliar.
No segmento de alto padrão, o Jum Buss 380 foi o substituto do emblemático Diplomata 380. Com linhas mais discretas e harmoniosas, era menos imponente que seu antecessor e muitas vezes podia ser confundido com um Jum Buss 360.

Concorrência

Dos anos 1970 até o final dos anos 2000, a concorrência entre Nielson/Busscar e Marcopolo foi bastante acirrada. Com o sucesso das linhas Diplomata e El Buss/Jum Buss, a encarroçadora catarinense levou certa vantagem nos anos 1980 e 1990. Uma prova são os lançamentos de novos modelos sempre antes que a concorrente.
Durante a década de 1970 a linha Diplomata foi referência entre os ônibus rodoviários e pouco foi ameaçada pelo modelo Marcopolo III. No final dos anos 1970, surgiam os modelos série 2.40/2.50/2.60 da família Diplomata, que já indicavam a tendência das linhas da carroceria para a década seguinte.
Em 1983, a Marcopolo apresentou os primeiros modelos da Geração IV, que visava desbancar o campeão de vendas Diplomata. Os modelos Viaggio e Paradiso da quarta geração da Marcopolo traziam faróis no para-choque, tal como o modelo da Nielson, que no ano seguinte (1984) passou por uma nova reformulação que o deixou um pouco mais arredondado (série 310/330/350/380).
Em 1990, com a linha El Buss/Jum Buss, novamente a Busscar se antecipou e trouxe uma nova tendência para o mercado, obrigando a Marcopolo a aposentar sua quarta geração e lançar, em 1992, a geração número cinco (linha GV).


Em meados da década de 1990 houve um equilíbrio de forças. Em 2000 a Marcopolo se antecipou e lançou a sua sexta geração, totalmente reformulada em relação à quinta, que fez grande sucesso e conquistou muitos clientes. Alguns meses depois, já no ano seguinte, era a vez da Busscar apresentar a linha El Buss/Jum Buss/Vissta Buss remodelada.
O equilíbrio de forças chegou ao final com as diversas crises econômicas da Busscar. Apesar de ter um produto ainda competitivo e contar com uma grande carteira de clientes dentro e fora do Brasil, a empresa catarinense viu suas dívidas aumentarem e foi obrigada a fechar as portas após ter sua falência decretada em setembro de 2012.
Fonte: Blog Ônibus Brasil

Nenhum comentário:

Tradutor