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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O segredo das sequências numéricas do SIT

Hoje, o MOB Ceará trás mais uma matéria de pesquisa, que vai abordar as curiosidades que envolvem a numeração dos ônibus das empresas operantes de Fortaleza. Mais do que identificar aos passageiros, o prefixo também distingue diferentes modelos de ônibus em uma frota de uma mesma empresa.


Em outra matéria elaborada pelo MOB Ceará, você conferiu o que significa cada um dos cinco números dos ônibus pertencentes ao SIT (Sistema Integrado de Transporte). Relembre clicando aqui. Hoje, você vai perceber que para várias empresas a numeração da frota pode ser um modo de organizar ou de mostrar certos costumes ou superstições, trazendo uma identidade em tempos de crescente padronização.


Confira abaixo, os tipos de sequência numérica adotada pelas empresas operantes atuais.

1ª Situação: Números crescentes, sem números alternados, que recomeçam no ano seguinte.
 
Este primeiro modo de sequência é obedecido pela maioria das empresas, que adotam o número 01 para o primeiro veículo que chega em sua frota em determinado ano, que é seguido pelo número 02, e assim sucessivamente.

Esta lógica é adotada pelas seguintes empresas: Viação Fortaleza, Siará Grande, Aliança, Via Urbana, Vega, Santa Cecília e Dragão do Mar.
 


Exemplos: 02201, 02202, 02203.. 02301, 02302, 02303.. 02401, 02402, 02403..

2ª Situação: Números crescentes, sem números alternados, que não recomeçam no ano seguinte.

Nesta forma de sequência, o número 01 não é obrigatório para o primeiro ônibus adquirido naquele ano, mas é o numero imediatamente superior ao último ônibus adquirido no ano anterior.
Por exemplo: 41201 a 218, 41319 a 328. 



Esta lógica é adotada pela Terra Luz, mas que, algumas vezes, não foi seguida ao pé da letra. A Aliança já fez a mesma sequencia com relação a 2012 para 2013, devido se tratar do mesmo modelo.

3ª Situação: Números crescentes, sem números alternados, e que não obedece ao ano de fabricação.

Este modo de sequência é bem curioso e também adotado apenas por uma empresa atualmente. Consiste em preservar a sequencia de numeração apenas nos dois últimos números, o que não significa que o ano de fabricação seja também sequencial.
Por exemplo: 20701, 20202, 20803, 20804, 20805, 20006, 20107, 20808, 20809, 20710... 



A empresa que usa este estilo de numeração é a Santa Maria.

4ª Situação: apenas números ímpares.

É um outro caso que ocorre apenas em uma empresa, que utiliza apenas os números ímpares nos prefixos de sua frota.
Exemplo: 26301, 26303, 26305..


Além de usar os números ímpares, a Maraponga utilizou por um período, o critério da segunda situação listada acima, ou seja, que os números finais não recomeçam no ano seguinte.



Exemplo: 26901, 26903, 26905...26937, 26939, 26041, 26043, 26045.. A última vez em que a empresa abriu exceção foi em 2005 e 2006.

5ª Situação: Números sequenciados em "três a três".
 
Esta sequência é adotada pela Fretcar, que em raríssimas vezes não sequenciou seus prefixos de 3 em 3. A partir do final de 2006 ainda como Cidade Luz, ela iniciou esse modo de enumerar seus veículos, começando com os Busscar Urbanuss Ecoss 40614, 40617 e 40620.

Todo ano que passa, a numeração inicia-se de um algarismo posterior, exemplo: Em 2007, iniciou-se com o final 2, ou seja, 40702, 705... e em 2008 iniciou do 3, ou seja, 40803, 40806 etc. Depois do três, ela volta ao número 1.




6ª Situação: Sequências aleatórias, baseadas no último número.

Neste perfil, se encaixa a empresa Cearense, onde as numerações não tem padrões definidos, ou seja, a empresa escolhe a numeração que quer, mantendo apenas um controle com os números finais para equilibrar o calendário de vistorias - calendário este que está explicado em uma matéria anterior no MOB Ceará. A empresa tem uma preferência por numerações que terminem em 0, 5 e 7.

Em 2004, quando a mesma adquiriu alguns veículos da Maraponga, os enumerou para os seguintes prefixos: 43917, 43927, 43937, 43947, 43957 e renumerou dois veículos da empresa para manter um padrão para aquela carroceria, sendo assim, entrou os 43907 e 43967.
Já a justificativa dos finais 0 e 5 são devido a outra empresa da família ter tido a tradição de enumerar sequencialmente seus carros de 5 em 5, ou seja, 105, 110, 115, 120, e esta tradição herdada da São Francisco ainda é presenciada em algumas aquisições da empresa.

7ª Situação: Sequência com base na classe dos veículos.
 
Atualmente, a São José utiliza um critério de sequenciar sua frota de um modo peculiar, sequenciando números sucessivos para determinadas classes de seus veículos.
O critério começou a ser utilizado em 2013 e estabelece que os limites são baseados em uma estimativa de unidades por classe que a empresa pode adquirir em um ano.

A classe mais baixa, a dos micros, é a primeira, que vai do 01 ao 15. Ela possui dois micros "2014", que é o 12401 e 12402.



A seguir, vem os micrões, que podem ter números entre o 16 e o 30. Um exemplo em 2014 é o micrão 12416. Outros micrões de 2013 se encaixam na regra, que são os carros 12321 a 12323.


A próxima classe é a dos leves, que podem ter números 31 a 55. Os ônibus que se enquadram no quesito possuem prefixos 12431 a 12442 e 12331 a 12347.


Em seguida, vem a classe dos semi-pesados, que podem ter numerações a partir de 56 até 80. Os exemplos desta classe em 2014 são os ônibus 12456 a 12468.

Depois, vem a classe dos pesados, que podem ter números 81 a 90. Alguns exemplos já utilizados pela empresa, foram os ônibus de teste 12288 e 12488.


E a última classe é a dos extra-pesados, que podem abrigar articulados e bi-articulados com numerações 91 a 00. Bons exemplos do quesito são os articulados de teste 12199 e 12399.


Fonte: MOB Ceará

Um comentário:

Anônimo disse...

muito legal essa matéria.dessas numerações eu só não entendia as da são francisco e santa maria as da são josé achava que fosse porque não tinha desativados os carros com numeração coincidentes como por exemplo quando ela adquiriu os carros 2013 ainda tinha carro 2003 rodando idem 2014 2004.

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