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quarta-feira, 2 de maio de 2012

SEMANA SÃO JOSÉ DE RIBAMAR - 45 ANOS DE HISTÓRIA NO TRANSPORTE


Empresa São José de Ribamar: As faces da Empresa em todas as décadas

Nesta matéria vamos detalhar um pouco dos modelos de ônibus que a Empresa São José de Ribamar adquiriu desde sua fundação. Com esses detalhes vamos mostrar as faces da Empresa, como o respeito aos passageiros, os pioneirismos e o modo de conservação de seus veículos e instalações.


Década de 1960

Logo após a fundação, circulavam pelo Bairro de Fátima e pela Vila Simone as 10 caminhonetes de João Alberto, eram duas International, quatro Chevrolet, uma Ford 1946 e três Mercedes-Benz diesel.

Elas circularam soberanas até 1968, quando a Empresa adquiriu a primeira carroceria Caio-Norte. Era um Caio Jaraguá com chassis Mercedes-Benz LP-321 montado na garagem.


Foi neste ônibus – de número 01, que foi inaugurada a pintura em forma de “asa”, modelo idêntico ao utilizado pela Empresa Vitória de Recife. A empresa pernambucana utilizava as cores azul e branca, e a Ribamar encomendou o mesmo modelo nas cores verde e amarela.

O curioso é que o veículo chegou azul e branco... Após reclamações, a Caio pagou a nova pintura, para que a São José de Ribamar executasse em Fortaleza. E a partir do segundo Jaraguá, todos os ônibus “modernos” chegaram com as desejadas características de pintura. A partir destes, até 1976 a Empresa veio a adquirir apenas ônibus com carroceria Caio.


Década de 1970

Foi uma década de um significativo salto em modernidade na empresa, com a aquisição dos primeiros monoblocos em 1976.


Foram cinco Mercedes-Benz O-362 no total. As numerações são as seguintes:
01, 02 , 03, 04 e 08(foto). O monobloco foi um marco, pois era o que havia de mais luxuoso na época.

Ainda em 1972 resistiam em circulação as últimas caminhonetes da década de 1950 e neste mesmo ano foi adquirido o primeiro Caio Bela Vista, de número 09.


Que foi seguido pelos outros Caio Bela Vista, mais conhecida como "Cara-Preta".



Nesta mesma época tornou-se obrigatório a inscrição “EMPRESA SÃO JOSÉ DE RIBAMAR” nas laterais dos ônibus. Até então a pintura só tinha com as “asas” nos ônibus Caio e um losango nas caminhonetes.

Na segunda metade da década de 1970, ainda foram adquiridas as carrocerias Caio Gabriela I e II, todos com chassis Mercedes-Benz OH-1313.

Caio Gabriela I, chassi Mercedes-Benz OH-1313
Caio Gabriela II, chassi Mercedes-Benz OH-1313


Década de 1980

Mais um ápice de modernidade marcou esta década na Empresa, pois logo no início chegaram as carrocerias Marcopolo Sanremo.
João Alberto recebendo da Importadora do Nordeste o primeiro chassi OH-1517 de Fortaleza

Todos vieram com motor Mercedes-Benz traseiro, sendo um OH-1517, dois OH-1419 e quatro OH-1313. Um deles inclusive, o 18, foi o único Sanremo a chegar com o teto rebaixado. Porém por infortúnio, sofreu um grave acidente apenas a alguns dias de sua inauguração, o que obrigou a ser reencarroçado também como Sanremo.

Em 1981 a São José de Ribamar comprou da Empresa São Francisco (de José Maria Soares) quatro modelos Ciferal Tocantins, dois OH-1313 e dois OH-1517.

Ciferal Tocantins MB OH-1517, Ex-Empresa São Francisco

Em 1982 chegaram os primeiros modelos Caio Amélia. A maioria deles vieram com chassis Mercedes-Benz OH-1313, apenas os últimos – de 1987 e 1988 vieram com chassis OF-1313 e OF-1315.


Em 1984 a Empresa prendeu a atenção do público após a aquisição de um Caio “Itaipu” da sucata da CTC, ele foi completamente restaurado, ganhou número 07 e rodou no Aguanambi em estado de novo.
Caio Itaipu, Ex-CTC


Sem sombra de dúvidas o grande destaque foi o primeiro chassi Scania de Fortaleza. 

Scania 32, carroceria de 1985
Numa carroceria Marcopolo Torino, o 32 marcou época, pela sua beleza e elevado desempenho e serviu por pouco tempo a linha Campus do Pici-Unifor transportando com facilidade mais de 200 passageiros até que por erro de fabricação, sua carroceria teve uma grande rachadura, o que obrigou a Marcopolo reencarroçá-lo, o que ocorreu em 1989.

A era das aquisições de Scania pela Empresa foi só nessa década (32-1985; 33-1987; 50-1988; 21-1989).


Continuando com suas surpresas a Empresa São José de Ribamar trás dois monoblocos O-364 e logo na estréia, produz uma sessão de fotos na igreja de Fátima, a exemplo do que ela já fazia há tempos.


Vale ainda frisar as aquisições dos Marcopolo Torino 1988 e 1989 e ainda o Caio Vitória, que foi sucesso nacional de vendas e que foi representado por três nesta década (46, 47 e 48).
Os primeiros Caio Vitória, de 1988 e 1989

A garagem

Desde 1958 a garagem utilizada pela Empresa era na realidade o quintal do casarão que João Alberto construiu no Bairro de Fátima. Com o constante aumento da frota, tornou-se necessária a construção de uma nova e maior garagem, que teve sua construção iniciada em 1983 no bairro Vila União. Aquele bairro tinha o transporte coletivo servido pela Empresa Muribeca, de José Liberato Barroso. Eram constantes as queixas por conta da demora e dos ônibus em condições precárias. 


Praticamente junto com a inauguração de nova garagem que é utilizada até os dias de hoje, a São José de Ribamar adquiriu as linhas Vila União e Aeroporto da Empresa Muribeca e passa a contribuir direta e indiretamente com o crescimento das duas regiões.


Apesar de a garagem estar localizada no bairro Vila União, a sede da Empresa São José de Ribamar continua no mesmo local: O casarão da década de 1950 na rua Barão de Aratanha.

Na próxima edição – a de aniversário, vamos mostrar um pouco do que ocorreu na Empresa São José de Ribamar a partir da década de 1990 até a atualidade. Não perca.

2 comentários:

Didi Alves disse...

Muito bem,gostei da postagem das fotos em homenagem a essa empresa que é 10 e é verde amarelo,a cor da bandeira do nosso país.Valeu MOB.

Fábio disse...

Olá. Morei muitos anos em Fortaleza, como um bom usuário de ônibus, a empresa SÃO JOSÉ DE RIBAMAR era na minha opinião a melhor. Veículos sempre limpos e bem cuidados. Ouvi falar que fechou. Alguém sabe o motivo pelo qual um empresa tão boa e tradicional fechou as portas?

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