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sábado, 3 de abril de 2021

Nossa Senhora de Fátima e uma história especial

Nesta matéria, a Equipe MOB Ceará visa relatar uma parte especial da inesquecível trajetória da empresa Nossa Senhora de Fátima, que operou em linhas metropolitanas e urbanas de Fortaleza entre 1953 e 2009.



Poucos sabem, mas a saudosa empresa Nossa Senhora de Fátima foi uma das mais poderosas empresas entre os anos 1960 e 1980 em Fortaleza e região metropolitana.

Com a inauguração do Conjunto Prefeito José Walter, que leva o nome do gestor municipal da época (1967 a 1971), a empresa que assumiu todas as rotas do bairro foi a do saudoso Raul Ribeiro, escalando veículos do modelo Caio Bela Vista 1 entre outros. No entanto, em meados de 1975, sob reclamações de usuários querendo veículos melhores, a companhia comprou alguns Marcopolo Veneza Expresso que foram especialmente designados para rodar na linha José Walter/BR-116. Eles eram enumerados de 55, 57, 58, 59 e 60. Posteriormente chegou o carro 80, que especula-se que pode ter vindo semi novo.



A compra, que foi feita durante a gestão do prefeito Evandro Ayres, falecido em 2004, foi uma inovação na época, pois os veículos possuíam o motor Cummins e uma carroceria altamente confortável e ergonômica tanto para o motorista como aos passageiros, com itens modernos para a época como luminária fluorescente entre outros.



As linhas José Walter/Expedicionários, José Walter/Expresso e José Walter via Detran foram as inauguradas pela empresa. A Nossa Senhora de Fátima também rodou em linhas urbanas como Mondubim via Siqueira, Mondubim via Mecejana (ainda não se chamava Messejana), Vila União, Aeroporto, Vila Sarita, Itaperi/Centro, Mecejana/Matadouro, Matadouro Modelo /Centro, Bom Futuro/Centro e etc.



Na região metropolitana, a empresa foi a pioneira nas linhas Distrito Industrial, Pavuna, Conj. Timbó, Alto Alegre, Pajuçara, Ceasa além de outras criadas tempos depois.




No final dos anos 70, a empresa precisou vender parte de suas linhas e fechou negócio com uma transportadora chamada Rio Poty, que criou uma empresa de ônibus a partir da compra de linhas como José Walter/Expedicionários, em meados de 1977. A empresa mudou de nome para Clotran entre 1979 e 1980. Também foram repassadas a linha Conj. Industrial e Alto Alegre para a companhia.

É certo que a história sempre se fará incompleta, uma vez que são raras as fontes existentes para pesquisa da memória do transporte e estas também apresentam um pouco de imprecisão nos dados acessados pelos busólogos. A biblioteca pública de Fortaleza foi uma das fontes, além do extinto site da Cepimar, que hoje se chama Fetrans, mas que não tem mais publicado o histórico das empresas e empresários que fizeram a história do transporte.



Ainda assim, vale ressaltar que a contribuição da empresa Nossa Senhora de Fátima foi extremamente importante em relação ao desenvolvimento do bairro José Walter, sendo o meio de transporte ofertado um dos pilares para o que a região se tornou atualmente em termos de comércio, serviços e movimentação intensa de pessoas.

Caro leitor, estimada leitora, contribua com o seu comentário nesta postagem para complementar essa história e, assim, manter preservada uma parte da história do transporte público.

Fonte: MOB Ceará/Cepimar
Redação: Narcisio Santos
Colaboração: Ronaldo Ponciano






11 comentários:

Edy disse...

Eu andei muito nos ônibus dessa empresa quando ia para o Timbó , eu gostava de andar nos Caio Vitória com motor traseiro.

Unknown disse...

Excelente matéria MOB Ceará, rica em detalhes de uma pioneira de nosso Sistema de Transporte de Fortaleza.

Maciel Neto disse...

Lembro muito dessa empresa, só que não lembro dela rodando no Mondubim (Siqueira)rodava pela Osório de paiva?

Dagmauro disse...

Meus avós falavam que a entrada da Clotran no Conj Industrial não foi tão amistosa. A N S de Fátima entrou na justiça para retomar a linha e para tentar impedir a entrada dos carros da Clotran no bairro. Fora isso me lembro que a mesma tinha carros bem enfeitados nos anos 80/90. Nos últimos tempos tinha uma crise administrativa grande e quando parecia se reerguer vendeu as linhas.

Narcisio Santos disse...

Bom saber que o repasse das linhas não foi de forma amistosa...

Nathan disse...

Esse carro de prefixo 7 era da Angelim???

Leo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carlos H. disse...

Esqueceram de comentar na matéria, as péssimas condições de manutenção dos veículos na época. Vários eram os problemas mecânicos que deixavam os usuários no meio da rua, sem saber como chegar em seus destinos!!!

Demysson disse...

Como ex - usuário da saudosa empresa vou contribuir aqui... A extinta empresa realmente foi uma das maiores, infelizmente com a ganância da família do Sr Raul a empresa não investia nas linhas. Se você pesquisar mais a fundo vc encontrará arquivos de reclamações da empresa desde quando estava no José Walter e no Mondubim;

A população reclamava dos atrasos dos ônibus, da má conservação dos veículos e por aí vai. Eno caso da Clotran no Industrial realmente não foi amistoso pois a população se revoltou e não queriam mais a empresa no Conjunto... A mesma coisa aconteceu no Conjunto Timbó anos depois com o movimento Fora empresa Nossa Senhora de Fátima pelos mesmos motivos obrigando a empresa a comprar carros novos, ocado foi levado ao Ministério Público q obrigou a empresa a comprar carros novos e reorganizar os horários como também o estado foi obrigado a reformar o terminal do Timbó;

Em 2009 a empresa deixa de vez o seu legado melancolicamente com dúvidas trabalhistas e ações do Ministério Público fazendo com que também a mesma repasse suas linhas para a recém criada ViaMetro.

Demysson disse...

Realmente eles tinham muitos carros enfeitados até o fim da década de 90, eu gostava dos Destinos quando vinham com luz de cor diferente: azul, verde ou amarelo, era o diferencial deles. A empresa fica sempre na lembrança, mas infelizmente a má prestação de serviço sempre será lembrada também!!

Demysson disse...

Pois é Dagmauro, a ENSFAL sempre teve esses problemas desde sempre !!