MOB conhece novos automáticos da Viação Princesa Saiba quantos ônibus a gigante Gontijo possui MS Turismo renova frota com Caio Solar 2013 Viação Penha se mantém com a 4ª frota mais nova João Pessoa-PB renovando a frota com Torino São Benedito oferece visita ao MOB Ceará

domingo, 5 de agosto de 2012

CTC: As várias faces de uma grande empresa - Parte II

Em mais uma reportagem especial sobre a CTC, o grupo MOB vai mostrar para você um pouco do que ocorreu no período áureo da CTC e do sistema de transporte coletivo.


Em 1990, a Empresa colocou à disposição dos usuários de Fortaleza mais alguns Caio Vitória com chassi Mercedes-Benz OF-1315. Este modelo de carroceria foi o mais utilizado pela CTC, sendo adquiridos desde 1989 até 1993.
O modelo da foto foi fabricado em 1989, entretanto é bem semelhante ao modelo do ano seguinte.

Em 1991, chegaram mais alguns modelos Ciferal Alvorada Volvo B-58, com números que iam desde o 067 ao 091, porém com alguns Caio Vitória Mercedes-Benz OF-1315 entre esses números.


Os modelos Caio foram adquiridos neste mesmo ano. Foi em 1991 que a Sede da CTC foi transferida do Bairro da Parquelândia para a Cidade dos Funcionários, onde funciona até hoje.

Ainda neste ano, a CTC ficou responsável por testar o embarque dos passageiros pela porta dianteira.

Para a linha Grande Circular criada em fins de 1990 e Avenida Paranjana, a CTC adquiriu em 1992, quinze novos ônibus Caio Vitória com chassi Volvo B-58 e câmbio automático que iam do número 095 ao 110, exceto o 104, que era Mercedes-Benz OF-1315.

No período foi criado o Sistema Integrado de Transporte com a construção de terminais e a padronização da pintura dos ônibus. Confira na imagem os três padrões de pintura adotados no início do SIT:

Ainda em 1992, a CTC inovou ao ser a primeira empresa de ônibus da cidade a ter parte da frota movida a gás natural.

Foram seis modelos Mercedes-Benz Monobloco O-371U (prefixos 09113 a 118) com pintura verde alimentadora.

Foram utilizados na linha Aguanambi 1 e 2, algum tempo depois por causa da difícil e cara manutenção foram convertidos para consumir apenas Diesel.

E Logo depois da compra dos Mercedes-Benz Monobloco a gás a CTC adquiriu mais 23 ônibus com carroceria Caio Vitória e chassi Volvo B-58 com câmbio automático, que iam do número 119 ao 141. Eles também contavam com o conforto da suspensão à ar

Esta foi a maior aquisição de ônibus com câmbio automáticos na história, porém não foi a primeira: Em 1986 a empresa adquiriu três Marcopolo Padron com as mesmas características de caixa de marchas.

Para a linha Messejana/Lagoa, que depois foi transferida apenas para o terminal de Parangaba, a CTC colocou à disposição dos usuários sete modelos Caio Vitória com chassi Mercedes-Benz OF-1315 (142 a 148) com duas portas, sendo uma na frente e outra no meio do veículo.

Foi uma grande confusão quando o embarque voltou para a porta traseira, pois o cobrador foi colocado bem próximo da porta, implicando em pouco espaço para quem ainda não tinha pagado a passagem. A maior parte das pessoas que queriam andar no ônibus ficava do lado de fora, e o motorista desse veículo demorava muito mais que os outros.

Em 1993, a CTC adquiriu o ultimo lote de ônibus Volvo de toda sua historia. Eram modelos Caio Vitória com chassi Volvo B-58 e câmbio automático, que iam do número 149 ao 163.

Após essa grande fase, a empresa passou por um jejum de cerca de 5 anos sem comprar nenhum ônibus novo.


A vinda da Transpenha

Na segunda metade da década de 1990 a CTC fez um contrato com a Transpenha, do Estado do Espírito Santo. Esta foi a solução adotada pela empresa para solucionar o problema da elevada demanda de passageiros sem ter que adquirir ônibus novos.

A "terceirização" da CTC com a Transpenha, resultou em várias novidades para os passageiros: Os famosos monoblocos Mercedes-Benz O-371 UP marcaram época e revolucionaram o segmento em Fortaleza.

Entretanto, a Transpenha trouxe além dos monoblocos, alguns Caio Vitória oriundos de Brasília e outros Ciferal Gls Bus vindos do Rio de Janeiro.

Os ônibus da Transpenha circularam em diversas linhas da CTC como: Grande Circular, Francisco Sá/Parangaba, Av. João Pessoa e Parangaba/Papicu.

Transpenha estava indo bem em nossa capital, porém o sonho da acabou em 2001, quando o contrato foi encerrado e todos os ônibus foram para fora de Fortaleza. O destino deles ainda é controverso.

Em 1998, a CTC adquiriu 50 ônibus modelo Ciferal Padron Cidade com chassi Mercedes-Benz OF-1721, a maioria deles veio de fábrica com o  ainda raro painel eletrônico do tipo "pastilha".

A CTC foi uma das primeiras a ter o itinerário eletrônico entre os ônibus urbanos. A previsão inicial estava na casa dos 100 ônibus novos somente aquele ano, porém apenas a metade deles foram adquiridos.

Esta foi a última renovação de frota, que alguns anos depois amargou mais uma grave crise administrativa, que ocasionou diversas tentativas de privatização e culminou com a lenta venda das linhas e o consequente encerramento das atividades de vários ônibus da empresa.

Depois da venda de todas as linhas para empresas como São Judas e Botucatu,  a CTC ficou paralisada por algum tempo, até que a Prefeitura de Fortaleza resolveu por reativar a empresa atendendo ao transporte escolar para as escolas municipais.

Em uma parceria com o Ministério da Educação e a Prefeitura de Fortaleza, foram adquiridos vários ônibus com carroceria Caio Foz Super e chassi Volkswagen 15-190.

Foram adquiridos no total 30 ônibus, comprados em três lotes separados. Eles atendem as legislações vigentes ao transporte escolar, como a pintura amarela e preta e as lanternas de sinalização maiores que o normal.

Atualmente, os modelos Caio Foz Super complementam o trabalho dos Ciferal de 1998 e de alguns Caio Vitória do início da década de 90 no segmento do transporte escolar.


A expectativa de todos nós busólogos - principalmente os que viram de perto a CTC circulando normalmente, é que a empresa volte a nos presentear com seu retorno.

A presença da empresa foi marcante à toda população pelos seus pioneirismos, sua qualidade e suas revoluções.

Os membros do MOB Ceará homenageiam a memória da CTC pelo que ela foi e pelo que ainda poderá ser, quem sabe num futuro próximo.


Pesquisa: Ismael Bernardino

2 comentários:

Heitor B. S. Bezerra disse...

Naquele tempo (anos 70 / 80), o que era público era altamente valorizado, e a CTC era um grande exemplo disso. Não foi a toa em que era uma empresa querida por todas.

Mas infelizmente temos pouquíssimas coisas, que são estatais, que ainda preste e a Petrobras é uma delas.

Ótimo texto da memória da CTC. Vocês arrebentaram.

Um forte abraço e até mais :)

Didi Alves disse...

Faltou o 090 e o 091 la relação dos modelos Ciferal Padron Alvorada Volvo B58 da CTC.

Tradutor